TRE nega liminar para tirar mandato de Gil
Arnaldo Neto 31/03/2017 20:16 - Atualizado em 02/04/2017 14:12
Rodrigo Silveira
Gil Vianna/Rodrigo Silveira
Empossado deputado estadual em fevereiro deste ano, na cadeira que ficou vaga com a saída de Jair Bittencourt (PP) para assumir a secretaria de Estado de Agricultura, Gil Vianna (PSB) já sabia que teria pela frente tentativas de tirá-lo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sob alegação de infidelidade partidária. Na disputa de 2014, ele era filiado ao PR, mas trocou de legenda ao romper com o presidente da legenda no Rio, Anthony Garotinho. Nesta semana, a desembargadora eleitoral Cristiane de Medeiros deu a primeira decisão na ação de perda de mandato eletivo movida pelo terceiro suplente Pastor Éber Silva (PR). Foi negada a liminar pleiteada para que Gil perdesse o mandato antes mesmo de ser ouvido. A ação segue no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Pastor Éber afirmou, nessa sexta-feira (31), que não tinha ciência do andamento da ação. A decisão da desembargadora foi publicada na edição da última quarta-feira do Diário Oficial. Reiterando que se mantém fiel ao partido, Éber disse que tem se dedicado à vida ministerial e evita questões que possam prejudicar esse trabalho. “Vou aguardar. Se ele sair, estou pronto para assumir. Se ele continuar, estou pronto para seguir o que já venho fazendo”.
Este não é o primeiro processo de infidelidade enfrentado por Gil. Quando era vereador na legislatura anterior, o PR quis o mandato pelo mesmo motivo. Alegava que ele havia se desfiliado “sem justa causa do grêmio partidário pelo qual se elegera nas eleições de 2012”. Em sua defesa, o hoje deputado sustentava que sofrera grave discriminação pessoal de Garotinho, que o teria alijado da vida partidária e da atividade política. O processo foi extinto neste ano sem resolução do mérito, por perda de objeto, já que Gil não é mais vereador.
Em 2014, na coligação PR/Pros para disputa por cadeiras na Alerj, Gil, então vereador, ficou com a segunda suplência, ao obter 22.334 votos. Com a vitória de Rogério Lisboa (PR) para a Prefeitura de Nova Iguaçu, Marco Figueiredo (Pros) ficou com uma cadeira. Depois, com a saída de Bittencourt, a vaga ficou para o ex-vereador campista. Nessa sexta-feira, a Folha tentou contato com Gil para comentar o caso, mas não conseguiu.

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