
A coordenadora técnica do Centro de Referência da Doença de Alzheimer e Parkinson (CDAP), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, médica geriatra Déborah Casarsa, explicou que a patologia é progressiva, de evolução lenta, irreversível e que afeta, majoritariamente, pessoas acima de 60 anos, com prejuízos significativos na cognição, que são todas as habilidades cognitivas como: atenção, a memória de curto e longo prazo, linguagem, alteração na percepção do mundo e na velocidade de processamento de informações. A campanha chama a atenção para os sinais de alerta da demência, incentivando as pessoas a buscarem informações, aconselhamento e apoio.
Casarsa destacou, ainda, que o maior fator de risco para o desenvolvimento de síndromes demenciais é a idade. “Quanto mais cedo for o diagnóstico, mais qualidade de vida e dignidade, a gente consegue oferecer ao paciente. A família é uma importante rede de apoio e a principal ‘munição’ para uma evolução positiva na doença, com menos impacto na rotina de vida diária do doente, porque a doença de Alzheimer predomina com o esquecimento, mas causa também alterações de humor e comportamento como delírios e alucinações”, disse.
Segundo a médica, a doença pode ser dividida em três fases: Leve: falhas de memória e esquecimentos constantes; dificuldades em realizar tarefas complexas (como cuidar das finanças); Moderada: o paciente já necessita de ajuda para realizar tarefas simples, como se vestir; Avançada: o paciente necessita de auxílio para realizar qualquer atividade, como comer, tomar banho e cuidar da higiene. Estar atento às mudanças de comportamento, tanto nas questões cerebrais como na execução das tarefas diárias, são cruciais e diferenciais no prognóstico do paciente.
TESTES COGNITIVOS
Apesar de ser irreversível, a médica observa que é possível “frear” o desenvolvimento da doença, através de medicamentos específicos e grupos de estimulação cognitiva, que são exercícios para o cérebro, formando novas conexões, graças à neuroplasticidade, que é a capacidade que o cérebro tem de se adaptar a situações novas. “É importante sabermos que, às vezes, o desinteresse, a repetição, a depressão e a falta de memória podem não ser demência. Com o exame de imagem, onde avaliamos o hipocampo, que é a região que ‘guarda’ a memória, através da escala de Sheltens, conseguimos entender o nível dessa atrofia hipocampal. Outros exames também são necessários como os laboratoriais de exclusão, porque alterações como vitamina B12 e de hormônios tireoidianos podem gerar sintomas similares, porém, reversíveis”, citou a coordenadora,
ESTATÍSTICA
O Centro de Referência da Doença de Alzheimer e Parkinson funciona na Rua Primeiro de Maio, nº 43, Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e os pacientes devem ser encaminhados através de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O espaço está passando por uma reforma estrutural para melhor atender à população.
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