
Em 14 de junho de 1940, Paris caía diante do nazismo. A blitzkrieg (ataques relâmpagos) alemã vence o posicionamento francês na Linha Maginot (um conjunto de fortificações interligadas por trilhos subterrâneos construído na fronteira com a Alemanha) e Hitler passou a dominar a França. Uma das fotografias mais utilizadas para ilustrar esse fato histórico é uma onde o líder nazista posa com a Torre Eiffel ao fundo. Exercia ali o domínio através de um monumento, um elemento cultural da nação invadida.

Já no terceiro ano do século 21, tropas dos Estados Unidos derrubaram uma estátua de 12 metros de Saddam Hussein, durante a invasão do Iraque. As imagens correram o mundo e se tornaram o maior símbolo da queda de Saddam. O ditador acabou enforcado três anos depois.

A comunidade internacional tem esse entendimento, a princípio tentando proteger os patrimônios culturais em tempos de guerra, tratando-os como territórios neutros e que deveriam ser poupados até pelos invasores, sob pena de serem condenados por crimes de guerra. A Resolução 2347 do Conselho de Segurança da ONU, reconhece formalmente que a defesa do patrimônio cultural é imperativa para a segurança.

Em tempos de paz, a defesa do patrimônio histórico-cultural deveria ser entendida como natural pela sociedade — seja ela qual for, de um país ou de uma cidade. Afinal, algo visto e tratado como um elemento de importância vital, mesmo na guerra, deveria ser entendido como valoroso aos povos em qualquer tempo. Isso de fato acontece em várias partes do mundo — cidades são reconhecidas como patrimônios mundiais, monumentos são abraçados por resoluções intercontinentais e sítios arqueológicos são territórios intocáveis.
Destruir um patrimônio histórico em uma guerra é visto como um crime grave pela ONU. Omitir-se diante da destruição de patrimônios em tempos de paz também configura um ato criminoso quando relacionado ao governante. Mas a omissão da sociedade civil nesse assunto demonstra que a guerra, seja ela qual for, já está perdida.
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Edmundo Siqueira
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