A proteção contra a doença é garantida por meio das vacinas Pentavalente (que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b), DTP (difteria, tétano e coqueluche) e dTpa (difteria, tétano e coqueluche). No entanto, o alerta é relativo à falta de vacinação da dTpa em gestantes e puérperas, principalmente. Segundo o documento, o primeiro óbito por coqueluche no estado, de um bebê de dois meses, ocorreu em julho, na Região Metropolitana II. Já o segundo e o terceiro óbitos foram notificados em outubro, ambos na Região Metropolitana I, de crianças de um mês e quatro meses. Todos os casos eram do sexo feminino, e as mães não haviam recebido a vacina contra coqueluche (dTpa) durante a gestação, conforme recomendado pelo Programa Nacional de Imunização (PNI).
“Estamos reforçando a necessidade da vacinação, principalmente, porque para os bebês menores de 6 meses, faixa etária que ocorreram os óbitos, a vacinação das gestantes com a dTpa é o melhor método de prevenção. Já que o esquema básico de vacinação com o componente contra coqueluche só é completado após os 6 meses de vida. Portanto, ressaltamos que as mães procurem uma unidade de saúde mais próxima para evitar que tenhamos mais vítimas da doença”, destacou a secretária de estado de Saúde, Claudia Mello.
A dTpa é recomendada a gestantes e puérperas (a partir da 20ª semana de gestação até 45 dias após o parto), profissionais de saúde, parteiras tradicionais e estagiários da saúde, que atuam em maternidades e unidades de internação neonatal. Já a vacina Pentavalente tem a imunização obrigatória para bebês de dois, quatro e seis meses, enquanto a DTP é destinada a crianças de 15 meses e 4 anos.
Na cidade, a vacina Pentavalente está com cobertura vacinal em 61,33%. Ela é aplicada aos dois, quatro e seis meses. Já a vacina DTP, aplicada em crianças de um ano e três meses e com quatro anos, está respectivamente com 61,33% e 54,03%. Para a dTpa adulto, destinada à imunização de gestantes a partir da 20ª semana gestacional puérperas de até 45 dias, a cobertura é de 27,14%. O mesmo imunizante está sendo aplicado, em caráter excepcional, para trabalhadores em saúde que atuam com serviços voltados para o público de maior risco de infecção.
“Caso a criança esteja com a dose atrasada, a gente pode colocar as doses em dia até os 6 anos, 11 meses e 29 dias. Não é dose extra, é somente se estiver atrasada. O mesmo acontece com a gestante que, se perder o prazo pode tomar durante os 45 dias de puerpério. Entretanto, alertamos para não deixarem de tomar no tempo certo. A coqueluche é uma doença que pode se manifestar de forma grave, principalmente em crianças menores de 6 meses, podendo levar ao óbito, quando não vacinada”, explica o assessor técnico de Imunização da SMS, Leonardo Cordeiro. A meta é imunizar de 95% desse público-alvo.
Todas as vacinas contra a coqueluche, assim como outras do Calendário Nacional de Vacinação, podem ser feitas todos os dias da semana em mais de 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS/UBSF) e Postos Extramuros, com atendimento em horário comercial, e do Centro Municipal de Imunização e Testes Neonatal, que funciona na sede da Secretaria de Saúde, e Clínica da Criança, das 8h às 20h.
Para receber a vacina, pais e responsáveis legais devem levar a caderneta de vacinação e documentos pessoais do filho. No caso de puérpera, quando ela for receber a vacina, deve levar também a certidão de nascimento do filho. Já trabalhadores em saúde, documento que comprove o vínculo trabalhista.
A coqueluche é uma doença infecciosa aguda, de alta transmissibilidade, que compromete de forma específica o aparelho respiratório, especialmente a traqueia e os brônquios, e se caracteriza por espasmos de tosse seca. Os sintomas são caracterizados por febre, mal-estar geral, coriza e tosse seca. A transmissão acontece, principalmente, pelo contato direto entre a pessoa doente e a pessoa suscetível, por meio de gotículas de secreção da orofaringe eliminadas durante a fala, a tosse e o espirro. O diagnóstico é realizado com exames laboratoriais, solicitados pela equipe médica responsável.
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