Com somente 11% da população residindo em prédios, Campos segue a retomada do mercado imobiliário com lançamentos
Christiano Barbosa 28/02/2024 23:20 - Atualizado em 29/02/2024 08:13
Um levantamento recente divulgado em O Globo (confira aqui), com base no Censo de 2022 do IBGE, montou um ranking com as cidades mais verticais do país, colocando Campos em um modesto 281º lugar, com apenas 11,28% de sua população vivendo em prédios, atrás de Macaé, Guarapari, Rio das Ostras e Itaperuna. Situada na planície goitacá, a cidade passou por momentos de boom e de crise em seu mercado imobiliário, que vem sendo reaquecido com lançamentos e passa por uma retomada. 
Boom - Campos teve, assim como boa parte das regiões mais desenvolvidas do país, por um período de grande boom no mercado imobiliário, notadamente entre 2000 e 2014. Foram anos de muitos lançamentos, de condomínios verticais e horizontais, a imensa maioria com sucesso de vendas.
A área mais central e valorizada da cidade se verticalizou, com antigas casas e casarões dando lugar a prédios modernos, com amplo lazer, adensando mais a população, que buscava além de modernidade, praticidade e comodidade, estar perto dos principais estabelecimentos de educação, saúde, comércio e lazer de Campos.
Já os condomínios horizontais foram se espalhando pela Avenida Nilo Peçanha e também no Parque Rodoviário, que ganhou grande transformação com a chegada do Boulevard Shopping. Hoje aquela região abriga vários condomínios de alto padrão.
Crise - O mercado imobiliário sofreu um grande baque quando o país mergulhou na maior recessão econômica de  sua história, no governo Dilma 2, em 2015. Em paralelo, o estado do Rio também entrava em grave crise ecônomica, com atrasos de pagamentos e de salários, assim como Campos, dependente dos royalties e afetado pela queda substancial dos repasses.
Após a passagem pela pior parte da crise ecônomica, veio a pandemia em 2020, paralisando a economia mundial e gerando grandes mudanças de hábitos, como a migração de famílias de condomínios verticais, onde as restrições na pandemia eram grandes, para os horizontais, com vida mais ao ar livre.
Retomada - Passada a crise econômica e a pandemia, o mercado imobiliário iniciou sua retomada, tendo tido, em Campos, recentemente, dois lançamentos bem sucedidos de prédios, o Ícone e o The One, ambos em área nobre, no Parque Tamandaré.
Os condomínios horizontais continuaram e continuam se expandindo, seguindo a topografia da cidade, plana, e com muitos espaços para crescimento de área habitacional ocupada. A região do trevo das praias, um local estratégico de moradia por estar situado no caminho para os destinos de praia e do Porto do Açu, ganhará em breve um empreendimento de alto padrão neste segmento.
Ranking - Uma matéria recente de O Globo (confira aqui), com base no Censo de 2022 do IBGE, montou um ranking com as cidades mais verticais do país. Nele, se destacam Santos (SP), Balneário Camboriú (SC) e São Caetano do Sul (SP), que tem mais de 50% de sua população morando em prédios.
No Rio, se destaca Niterói, 8ª cidade mais vertical do Brasil. Vitória, capital capixaba e também frequentada por campistas, é a 4ª cidade mais vertical do país. Confira abaixo os Top 10 do ranking:
Plana, Campos tem somente 11,28 % de sua população morando em prédios e está em 281º no ranking de verticalização das cidades. Está atrás de cidades como: Juiz de Fora (MG) 33,19%; Venda Nova do Imigrante (ES) 26,94%; Macaé (RJ) 19,11%; Nova Friburgo (RJ) 18,34%, Muriáe (MG) 17,84%; Teresópolis (RJ) 17,74%; e Volta Redonda (RJ) 17,67%.
Campos está ainda atrás de: Piúma (ES) 16,89%; Alto Caparaó (MG) 16,52%; Guarapari (ES) 15,92%; Resende (RJ) 14,15%; Petrópolis (RJ) 13,38%; Cachoeiro do Itapemirim (ES) 13,26%; Rio das Ostras (RJ) 12,75%; Carangola (MG) 12,44%; Guaçuí (ES) 12,22%; Barra Mansa (RJ) 11,57%; São Gonçalo (RJ) 11,31%; e Itaperuna (RJ) 11,29%.

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