Morre ativista do movimento negro, Norma Brito
Daniela Abreu e Ana Laura Ribeiro 07/02/2017 13:12 - Atualizado em 08/02/2017 10:06
Morreu nesta terça, no Hospital São José do Avaí, em Itaperuna, a educadora e ativista do movimento negro de Campos, Norma Ribeiro Brito, aos 52 anos. Ela passou mal de um aneurisma que tratava há sete anos e ficou internada por 20 dias até a confirmação da morte cerebral na tarde da última segunda-feira. Até a noite desta terça, a família esperava um posicionamento do hospital para definir os trabalhos da equipe do Rio Transplantes, responsável pela captação dos órgãos, uma decisão que, segundo a família, compõe a personalidade da ativista social. O corpo de Norma deverá ser velado nesta quarta na capela do Cemitério do Caju, mas não houve uma confirmação do horário até o fechamento desta edição.
Segundo a irmã, Núbia Ribeiro, Norma passou mal quando participava de uma reunião na superintendência de Igualdade Racial, no dia 18 de janeiro. Ela foi socorrida por colegas e levada para o Hospital Ferreira Machado, em Campos, onde permaneceu até o dia 23, quando foi transferida para o Hospital São José do Avaí, em Itaperuna, em estado estável, porém gravíssimo. No dia 24, ela teria apresentado uma pequena melhora e voltou a piorar a partir do dia seguinte em diante.
— Ela viajava, participava de palestras, foi membro do Conselho Municipal da Igualdade Racial e, no ano passado, conseguiu um ônibus para participar da Marcha das Mulheres Negras em Brasília. Ela era muito envolvida com as causas dos menos favorecidos, da população negra, da educação. Minha irmã foi uma guerreira — disse Núbia.
Na página de Norma nas redes sociais, amigos e parentes deixaram suas mensagens de pesar. Também ativista do movimento negro e ex-presidente da Fundação Zumbi dos Palmares, João Damásio lamentou a morte de Norma. “Decreto três dias de luto dentro do movimento negro pela perda lastimável da nossa companheira de luta, Norma Ribeiro Brito. Meu pesar com todos os meus sentimentos a toda a família”, disse.
A jornalista Claudia Eleonora, prima de Norma, lembrou do legado da ativista. “Minha irmã, guerreira, amiga cheia de luz. Norma Ribeiro Brito, siga um caminho de paz! Como você nos ensinou a levar a vida com fé e esperança em dias melhores, com mais justiça, menos desigualdade racial e social. Sempre se importou com a família e com a coletividade. Um exemplo de luta e dignidade para nós. Espalhe sempre o seu sorriso! Fica com Deus! Axé! Te amo”, disse nas redes sociais.

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