Crítica de Cinema - Aliados
Edgar Vianna de Andrade 20/02/2017 18:13 - Atualizado em 22/02/2017 19:16
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Filme / Divulgação
“Aliados” é um filme feito de colagem de ideias. Seu diretor, Robert Zameckis começou financiado por Steven Spielberg, que apostou no seu talento. Acertou. Zameckis fez de tudo e se destacou com filmes marcantes. “Forrest Gump”, a trilogia “De volta para o futuro”, “O náufrago”, a esplêndida animação mestiça “Uma cilada para Roger Rabbit” e experiências tecnológicas como “Bewoulf” revelam sua versatilidade. No seu currículo faltava um filme noir. Com “Aliados”, não falta mais.
Com roteiro do experiente Steven Knight, o filme conta com referências imagéticas a “O céu que nos protege”, de Bernardo Bertolucci, a “O paciente inglês”, de Anthony Minghella e a enredos de outros filmes do passado no gênero. Claro que “Casablanca” está presente. A cidade, agora, é vista com presença maior da dominação nazista durante a guerra. Mas o núcleo da trama se desenvolve em Londres, ainda na Segunda Guerra Mundial. Um Brad Pitt maduro faz o papel de um tenente coronel (Max Vatan) incumbido de eliminar um alto-escalão nazista em Marrocos. Para tanto, ele conta com a colaboração da agente francesa Marianne Bonséjour (Marion Cotillard). Cumprida com êxito a perigosa missão, ambos vão para Londres e se casam.
Depois de nascer a filha do casal, o alto comando de guerra britânico informa a Max que sua esposa é uma espiã nazista que roubou a identidade de uma agente morta. Começa então a parte mais tensa do filme, que ecoa algo de “Sr. e Sra. Smith”, de Doug Liman, cuja refilmagem contou com o próprio Pitt e sua ex-mulher na vida real Angelina Jolie. A tensão é tanto criada pelo suspense de dormir com a inimiga quanto pelo drama familiar: um casal apaixonado lutando em lados opostos e com uma filha no meio.
“Aliados” é e não é um filme de época. Por mais que Zameckis se inspire nos filmes noirs clássicos dos anos 1930 e 1940, estamos diante de um filme do nosso tempo enfocando o passado. O figurino é dos anos de 1940 e concorre ao Oscar. Tudo é muito bem cuidado. A reconstituição de época é magnífica. Casablanca em “Casablanca” é menos Casablanca que em “Aliados”, pois a técnica é do nosso tempo. Certas cenas de sexo e de homossexualismo não seriam mostradas em filmes antigos, sobretudo na Inglaterra, onde o homossexualismo, notadamente o feminino, era proibido. Nenhum sugeriria o consumo de drogas ilícitas. Sabe-se que tudo o que é mostrado existia, mas era ocultado.
Os finais de filmes noirs do passado podiam conter destinos infelizes, como o desencontro amoroso de “Casablanca”, mas não violentos, como em “Aliados”. Enfim, o filme faz jus a quatro Mateusinhos.

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