Enfim, o despertar do glorioso gigante
Paulo Renato Pinto Porto 31/03/2018 10:49 - Atualizado em 02/04/2018 17:44
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Durante pelo menos quatro décadas, o Americano ostentou uma suprema e absoluta hegemonia no interior do Estado do Rio de Janeiro. O epípeto de “O Glorioso de Campos” não veio por acaso. Não bastasse o eneacampeonato campista (1967/75), façanha inédita na história do futebol profissional mundial, e os títulos dos campeonatos fluminenses (à época em que as disputas eram no antigo Estado do Rio, antes da fusão), o Alvinegro enfileirou outras proezas fora do município, no âmbito estadual e nacional, com as conquistas da Taça Guanabara (2002), o Campeonato Brasileiro da Série C (1987), além do troféu de Campeão Brasileiro de Brasileiro de Seleções, representando o Rio, na vitória sobre o São Paulo, por 1 a 0, naquele mesmo ano.
O histórico de títulos fez do alvinegro um torcedor acostumado a conquistas. Logo, é intenso o grau de ansiedade e expectativa é e se reproduz de novo este ano. Os cinco anos na fila da “segundona” do Rio parecem uma eternidade. Entretanto, se depender do ambicioso projeto de modernização do clube, o gigante despertou para novamente assombrar as grandes forças do futebol brasileiro.
— O projeto é abrangente, não envolve apenas o futebol, mas dentro de uma concepção que fará do Americano um clube-cidadão com uma função social e voltado para a comunidade onde ele está inserido, com programas de inclusão social envolvendo crianças, idosos e deficientes, entre outras ações e iniciativas, aproveitando esse espaço privilegiado que temos. Estamos atrás de parceiros para esses projetos — disse o advogado Carlos Abreu, presidente alvinegro.
Na busca da materialização de seus sonhos, não há limites para a geografia das ações do clube em busca de patrocinadores. Junto com representantes de uma empresa com a qual firmou parceria para a captação de recursos, Abreu tem viagens programadas para São Paulo, Estados Unidos, Portugal e China.
— Em Campos, está difícil. Nossos projetos foram aprovados na Lei de Incentivos Fiscais, temos alguns parceiros que nos ajudam, mas são exceções. Vamos em busca de apoio no Rio, São Paulo e no exterior. Futebol bem gerido tem custos. Então, vamos em busca dessas receitas — explicou.
Fábio Rangel destaca história de superação
Presidente do Conselho Deliberativo, o economista Fábio Rangel, entretanto, deposita sua crença na saga do Glorioso campista em superar as adversidades. E respalda sua fé recorrendo à história alvinegra.
— Quando estreamos no Campeonato Brasileiro, em 1975, muito achavam que o Santos viria aqui dar um passeio no Americano, com Clodoaldo, Joel e Edu, entre outros, jogadores que haviam sido tricampeões mundiais em 1970. Vencemos por 2 a 1, gols de Rangel e Paulo Roberto. Ali começou nossa ascensão nacional. Em 1987, fomos campões brasileiros do Módulo Azul (Série C). No mesmo ano, campeão brasileiro de seleções, representando o Estado do Rio de Janeiro, com uma vitória sobre o São Paulo, à época um timaço dirigido por Telê Santana. Em 2002, ninguém acreditava, o Vasco fez 1 a 0, nós viramos o jogo e fomos campeões da Taça Guanabara, com dois gols de Luciano Viana. É esse o Americano. E que a bola não bata na trave de novo esse ano — aposta.
“O clube fez tudo para cair. E caiu”
O futebol permanece como carro-chefe das pretensões alvinegras em reconquistar seu espaço no cenário nacional. Abreu, porém, admite que, entre o desejo e a realidade, há desafios a serem superados.
— Nosso torcedor é habituado a grandes conquistas. Mas o clube nunca se preparou para se manter no topo do futebol do Rio. Fez de tudo pra cair e caiu. Em 2002, no time profissional, certo dia os jogadores foram para um canavial chupar cana porque chegou a faltar água num treino. E nos dias atuais, temos que admitir que as coisas não são como antes, o Americano não tem mais a força política de alguns anos atrás. É um grande clube, tem uma grande camisa, mas cometeu uma série de equívocos cujas conseqüências precisamos superar. Houve erros e muita acomodação — acrescentou.
“Vamos ter, sim, que recomeçar do zero”
Ainda incisivo com relação aos equívocos no passado, Abreu é contundente quando analisa o passivo de administrações anteriores que, segundo sua ótica, não deixaram legado para as divisões de base como gerador de sustentabilidade do clube.
— Vamos recomeçar do zero. Porque até então o clube nunca teve um projeto feito com seriedade na sua base. Por sorte, chegou a revelar jogadores importantes. Mas as condições eram precárias, os meninos moravam ali embaixo da arquibancada com goteiras e sem alimentação adequada. A base exige fisiologista, nutricionista, psicólogo, além de alimentação, frutas e suplementos para que o atleta tenha condições de desempenhar o seu trabalho. Agora mesmo, estamos trazendo um técnico do Vasco para a nossa base — finalizou Abreu.

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