Crise na Segurança não é apenas por atraso nos pagamentos
09/02/2017 18:06 - Atualizado em 09/02/2017 18:19
Não é apenas o atraso no pagamento de salários que motiva as manifestações das polícias civis e militares. Em outubro de 2016, o blog já publicava como, desde o início do ano, a crise econômica do Estado do Rio de Janeiro afetava o funcionamento dos órgãos de segurança. A falta de estrutura gera insegurança para os profissionais. Para lembrar:  em agosto, acabou contrato de manutenção de viaturas, o ex-governador em exercício, à época, Francisco Dornelles, admitiu ao jornal O Globo que o estado estaria sem recursos até para combustível para os veículos. Já a Polícia Civil não conta mais com serviço terceirizados de limpeza e recepção; na ocasião da matéria, alguns agentes reconheceram que estão comprando materiais essenciais para a manutenção do serviço.
Veja trecho da matéria ‘Uma pessoa é vítima de roubo a cada seis horas em Campos’ publicada em 6 de outubro de 2016:
A crise que afeta o estado, que é o responsável pela manutenção das polícias Civil e Militar, tem atrapalhado a prestação de serviços. Neste ano, o estado do Rio de Janeiro não tem realizado regularmente o pagamento de servidores e fornecedores, o que tem prejudicado as atividades policiais preventivas, repressivas e investigativas.
Em Campos, a falta de pagamento dos terceirizados fez com que o município assumisse parte da responsabilidade pela limpeza das delegacias. A administração municipal socorreu também o Instituto Médico Legal, que, em julho, ameaçava fechar as portas durante alguns dias da semana por falta de médicos legistas.
Viaturas da PM — O caso das viaturas da Polícia Militar também é emblemático. Em julho, o governador em exercício Francisco Dornelles admitiu em entrevista ao jornal O Globo que a segurança pública estadual estava sob ameaça e afirmou que só havia dinheiro para pagar combustível para os veículos até aquele fim de semana. Em agosto, as unidades da Polícia Militar no interior do estado ficaram sem o serviço terceirizado de manutenção de viaturas. O contrato com a empresa responsável acabou e, até abril, a dívida do Governo Estadual com a empresa era superior a R$ 2,2 milhões.
A pesquisadora Luciane aponta que a falta de estrutura para uma maior presença da PM na rua é um aspecto importante. “O roubo é um crime de oportunidade, a ausência de viaturas nas ruas causa uma maior incidência de casos”, explica. Sobre o assunto, as autoridades locais preferiram não se manifestar e ressaltam o esforço das equipes de continuar mantendo a prestação do serviço da melhor forma possível.

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