Boletim aponta "nítida melhora clínica e laboratorial" de Bolsonaro
09/09/2018 14:16 - Atualizado em 11/09/2018 13:55
O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) "apresenta nítida melhora clínica e laboratorial", informou boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein na manhã deste domingo (9). De acordo com o comunicado, não há "nenhuma evidência de infecção". Bolsonaro foi esfaqueado na tarde de quinta-feira, durante uma atividade de campanha em Juiz de Fora. O filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro, participou, neste domingo, em Copacabana, no Rio de Janeiro, do primeiro evento de campanha presidencial do PSL após o atentado contra Jair. Em Campos, eleitores e simpatizantes de Bolsonaro também realizaram ato em apoio ao candidato.
O boletim sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro diz que "o quadro abdominal apresentou melhora nas últimas 24 horas e o paciente persiste em cuidados intensivos e com progresso do tempo de permanência fora de leito e caminhada. Mantém jejum oral, recebendo nutrientes por via endovenosa.
Inicialmente, Flávio Bolsonaro participaria da carreata em Campos. No entanto, o filho do presidenciável adiou a visita e se reuniu com militantes na capital, onde pediu que “todos sejam Bolsonaro”. Eleitores e simpatizantes campistas do candidato do PSL, munidos de cartazes, se concentraram na avenida Arthur Bernardes e, em seguida, percorreram diversas ruas do município. 
Coordenador da carreata, Jorjão afirmou que os militantes irão manter a campanha do presidenciável. "Estamos tentando manter a agenda do Jair Bolsonaro, que está se recuperando. O Flávio não pode vir, mas com certeza iremos marcar uma nova data. A luta continua”, disse.
Baixar tom da campanha
O vice de Jair Bolsonaro, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmou, em entrevista à GloboNews na sexta-feira, que o objetivo da equipe de campanha e o pedido do próprio presidenciável é para que os militantes moderem o tom. Contudo, na primeira foto divulgada pelo filho Flávio Bolsonaro (PSL), deputado estadual, nas redes sociais, após a entrevista de Mourão, o presidenciável voltou a posar fazendo sinal de arma.
Segundo Mourão, confrontos nesse momento não vão ajudar ninguém e seria péssimo para o país. O general ainda afirmou que vídeos estão sendo produzidos e disseminados entre simpatizantes de Bolsonaro pelos estados para que a mensagem de redução das tensões seja propagada. “Hoje (sexta) às 19h, Bolsonaro me ligou e disse que vamos moderar o tom, me pediu para não exacerbar essa questão que está ocorrendo. Nós vamos governar para todo o Brasil. Sem união a gente não chega a lugar nenhum, ter confronto nesse momento não vai ajudar a ninguém e é péssimo para o país”, disse Mourão à GloboNews.
O vice de Bolsonaro admitiu que, num primeiro momento, ele e outros membros da campanha exageraram nas declarações. Logo após o ataque, ainda na quinta-feira, o general afirmou que o PT seria o culpado pelo atentado e disse a frase “se querem usar a violência, os profissionais da violência somos nós”.
 
 
(J.R) (A.N)
Fotos: Jane Ribeiro/Divulgação

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