Paralisação dos policiais civis chega ao terceiro dia
Ana Laura Ribeiro 16/01/2017 11:12 - Atualizado em 19/01/2017 12:32
Marcos Gonçalves/
Folheto - paralisação da policia civil / Marcos Gonçalves
E a paralisação continua. Chegou ao terceiro dia, nesta segunda-feira (16), a “Operação Basta”, realizada pelos policiais civis do Estado do Rio de Janeiro. As atividades foram suspensas nesse sábado (14) e desde então o atendimento está acontecendo apenas em casos envolvendo flagrantes e diligências para remoção de cadáver — considerados essenciais. A diminuição do efetivo é em protesto contra atraso no pagamento de salários, falta de materiais em geral e condições de trabalho.
— Estamos com salários de dezembro e 13º atrasados, e ainda sem notícias sobre quando receberemos. As condições de trabalho são insalubres. As delegacias do Estado têm um projeto estrutural de má qualidade. O chão de todas fica soltando, gerando riscos para a integridade física da gente. Além disso, há fiação exposta, más condições de banheiros, problemas com impressora, goteiras e muitas outras situações. Estamos, ainda, trabalhando com número de pessoal abaixo do mínimo — disse um policial civil da cidade que preferiu não se identificar.
Nas delegacias ainda há a dificuldade da falta das profissionais de primeiro atendimento. “Elas paralisaram por falta de pagamento, há cerca de seis meses. Chegaram a trabalhar seis meses sem receber. Sem elas, a gente precisa parar até registro de ocorrência para fazer primeiro atendimento e atender telefone da recepção”, relatou o policial.
Na 146ª Delegacia de Polícia (Guarus), os policiais civis fizeram o trabalho desses profissionais por cerca de dois meses. Atualmente, dois agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) auxiliam os policiais no primeiro atendimento. Já na 134ª DP (Centro) ainda não há presença de GCMs para auxiliar os civis.
De acordo com comunicado distribuído à população, a categoria justifica a paralisação como uma forma de protesto, devido, também, à possibilidade de o acordo anunciado entre a União e o Estado do Rio de Janeiro restringir direitos básicos dos profissionais. A categoria aproveitou o manifesto para prestar contas das ações realizadas no ano de 2016. Segundo o informativo, foram feitos 820.960 registros de ocorrência, 163.466 atendimentos sociais, 667.782 termos de declaração e 57.966 termos circunstanciados, além de 40.954 pessoas presas no ano.
A Folha contatou o Estado, sem resposta.

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