O ambulatório terá como objetivos: trazer um diagnóstico precoce e monitoramento permanente; tratamento padronizado em toda rede; definição do fluxo de atendimento por nível de complexidade; capacitação continuada (Assistência, Saúde e Educação) e comitê de apoio aos pais e responsáveis. Para alta complexidade, estarão disponíveis as instituições Hospital Plantadores de Cana (HPC), Apape e Apoe. De baixa complexidade, temos a Cidade da Criança, em que será o maior polo, também por ser onde está integrada a escola inclusiva. Outras policlínicas também estarão disponíveis, como as de Baixa Grande, Penha, Tapera, Travessão e o Centro de Saúde de Guarus.
“Vai ter laudo do médico, neuro, psiquiatra, neuropsicologo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, todo um conjunto multidisciplinar para atender, para dar laudo, para encaminhar... Dia 2 de abril começa um mutirão (...) Temos 2 mil crianças em fila, aguardando. E muitas vezes porque falta de profissional (...) E o nosso objetivo é atacar essa fila para conseguir, se Deus quiser, zerar essa demanda e ter um lugar para onde essas pessoas podem ir, podem frequentar, ter uma referência, que não é só um consultório, é um espaço lúdico, belo, bonito, espaçoso, arejado, para que as crianças e as famílias tenham um atendimento adequado”, explicou o prefeito durante lançamento do projeto.
Para iniciar todo o processo, é preciso que as famílias entrem no Censo de Transtornos Neurológicos da Infância para se inscrever através deste link ou pessoalmente na Cidade da Criança. Dessa maneira, identificando a criança atípica, mesmo se não tiver o laudo, a equipe multidisciplinar do mutirão fará o laudo necessário ou não. Ainda segundo o prefeito Wladimir Garotinho, não há necessidade de ser aluno da rede pública municipal e, sim, qualquer criança.
A neuropediatra Manuela Siqueira foi quem apresentou mais sobre o programa, em conjunto com as profissionais Gesika Amorim e Mariana Gambini, neuropsiquiatria e psicopedagoga, respectivamente. Durante a apresentação, Manuela falou sobre não ter cuidadores em escolas estaduais do município, ressaltando sobre sua felicidade do município estar oferecendo todo o programa.
“Na escola estadual, eu fiquei muito surpresa de descobrir que a escola estadual não tem mediador. Então, o Estado não fornece mediação. Eu fiquei muito chocada porque eu não sabia. Só quando a gente vai ao local, a gente descobre a realidade. E eles têm cuidadores, que não são pessoas, tecnicamente, capazes de lidar com aquelas situações. E, assim, muita gente exige da escola, né? A gente precisa de um mediador, a gente precisa de adaptação de material. Mas qual o incentivo que a gente dá para os professores, para que eles façam esse tipo de adaptação? Qual o treinamento? Então, eu fico muito feliz da prefeitura estar oferecendo isso. Espero que todos aproveitem esse treinamento para os profissionais”, relata a médica.
Depois da apresentação das crianças atípicas da EAI, a mãe do Davi, Marli Sabino, falou sobre as conquistas do filho e sobre a importância de ter um lugar para contar. “Quando ele foi encaminhado para a Escola inclusiva, o meu Davi começou a dar alguns passos a mais. E a escola regular faz uma provinha e aquele mesmo que não parava em sala de aula, que eu tinha medo que não conseguisse se alfabetizar, ganhou com o aluno de melhor nota da escola (...) E poder contar com um lugar em que podemos buscar um diagnóstico por todos os tratamentos adequados que traga para nossos filhos mais autonomia e nos enche de esperança de um futuro digno para eles. E isso, não tem preço”, disse, emocionada.
A assessora técnica da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, Cátia Mello, falou sobre a questão dos cuidadores e mediadores nas escolas “Isso faz parte do compromisso de uma gestão, faz parte do compromisso de uma legislação que se tem realmente de ter esse suporte nas escolas, e esse compromisso ele está sendo mantido. Ele não tem estagnação, porque as crianças atípicas precisam do suporte, tanto do mediador, no processo de aprendizagem, quanto do cuidador”.
O Centro Especializado de Reabilitação acontecerá na antiga Unidade Básica de Saúde Alair Ferreira, no Jardim Carioca. O CER será de reabilitação física, psicológica, intelectual e auditiva, esperando apenas decisão do Governo Federal.
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