De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil foram estimados 73.610 casos novos de câncer de mama em 2023, com um risco estimado de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. Além disso, a doença também ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no país, com taxa de mortalidade ajustada por idade, pela população mundial, para 2021, de 18.139 óbitos. As maiores taxas de incidência e de mortalidade estão nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Para a mastologista Maria Nagime, é perceptível que, durante o mês, a procura aumenta se mantendo até o final do ano. “Outubro chegando, a procura por exames e consultas tem aumentado e esse padrão costuma se manter até o fim do ano. Como forma de autocuidado é importante manter os exames em dia. Em outubro ou em qualquer mês do ano seria ótimos se todas as mulheres tirassem um tempinho para essa finalidade. Vemos a cada ano os números aumentarem, chamar atenção em outubro para esse problema é importante para incentivar a procura por assistência médica e realização dos exames”, disse.
A ginecologista Thayanna Alves também contou que a procura sempre aumenta durante o mês de outubro e isso se dá, realmente, pela campanha. “A procura por atendimentos em outubro sempre aumenta. Todas ficam mais atentas e preocupadas em se cuidar mais nesse período porque são lembradas da importância do diagnóstico precoce com as campanhas”, explica.
De acordo com a Prefeitura de Campos, neste ano, 6.803 exames de mamografia foram realizados pelas mulheres no município, enquanto 1.428 ultrassonografias da mama foram realizadas até o momento em 2023. Já em relação as ressonâncias, até o momento neste ano foram realizadas 133. Atualmente, existem 1.521 pacientes em vigência de tratamento contra o câncer nas Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).
É importante ressaltar que mulheres mais novas, de 20 a 30 anos, também podem ser diagnosticadas com o câncer, algo que foi trazido por um estudo chamado “Amazona”, de acordo com a mastologista Maria Nagime. No estudo, foi observado que 44% das pacientes tem menos de 50 anos. Além disso, ela contou que isso vem sendo observado no consultório de Campos e o que é feito nos casos de jovens de 20 a 30 anos diagnosticadas.
“Isso é um fato observado no consultório e o que parecia ser apenas uma impressão pessoal na verdade foi observado em um estudo chamado amazona onde foi observado que 44% das pacientes com diagnóstico de câncer de mama no Brasil tem menos de 50 anos. Os tumores em idade muito jovem, de 20 a 30, devem sempre ser pedido estudo genético. As estratégias de rastreamento são sempre revistas e essa informação sobre o diagnóstico em idades precoces vai, com certeza, modificar as diretrizes atuais do ministério da saúde”, explica.
Sobre a doença e as formas de prevenção
Segundo o Inca, os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas). Neste tipo de câncer, de acordo com a profissional Maria Nagime, não há estratégia que leve ao câncer nem nenhuma que evite em 100% dos casos.
“O câncer de mama é multifatorial, não existe nenhuma estratégia que leve ao câncer nem nenhuma que evite em 100% dos casos. Sabemos que uma minoria dos tumores está relacionado a genética (herança familiar), a maioria dos casos são cânceres esporádicos e não tem uma causa única. A estratégia principal para diagnóstico precoce é a realização de exames de mamografia anual em pacientes com risco habitual (sem histórico familiar ou outro fator que leve alto risco)”, explica a mastologista. Ela lembra também de algumas formas para diminuir a possibilidade da doença, como evitar ganho de peso (principalmente na pós menopausa), alimentação saudável e evitar consumo de bebidas alcóolicas e tabagismo.
Para Thayanna, além do que foi citado pela mastologista, também tem estudos que comprovaram que a amamentação é um fator protetor importante pra esse tipo de câncer. “Sabemos que quanto mais saudáveis formos, menos chances de desenvolvermos doenças. É fundamental mantermos ao longo da nossa vida a prática regular de atividade física, evitar obesidade, adotar uma alimentação mais saudável e evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcóolicas e tabagismo. Além de tudo isso, estudos comprovaram que a amamentação é um fator protetor importante para o câncer de mama. Estudos comprovaram que mulheres que amamentaram, principalmente por mais de 1 ano, tem redução de 22-26% de chance de desenvolver câncer de mama”, contou a ginecologista.
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